O padrão de comunicação OPC (OLE for Process Control) foi originalmente definido por uma fundação criada para ser usada por um conjunto de fabricantes em 1995. Em 10 anos, o OPC estabeleceu-se como o padrão de comunicações industriais pela sua versatilidade e interoperabilidade com praticamente todos os fabricantes e sistemas de automatização do mundo.

O OPC é uma comunicação baseada numa arquitetura cliente/servidor. Isto significa que cada servidor espera que um ou vários clientes lhe solicitem informação. Uma vez que o servidor recebe um pedido, responde-lhe e espera pelo seguinte. No OPC, é o cliente quem decide quando e como vai interagir com o servidor – com algumas exceções muito específicas.

Ao longo dos anos, existiram diferentes versões sob a égide do ‘OPC’: o simples mas indisciplinado Data Access (DA), a especificação para alarmes, Alarm & Events (AE), ou o buffer de dados Historical Data Access (HDA), entre outros. Todos eles são padrões completos por si só e não são compatíveis uns com os outros. Isto é, um servidor OPC HDA não pode processar pedidos de dados OPC DA ou vice-versa. Cada um deles tem os seus próprios fluxos e ordens de leitura/escrita.

De todos eles, o protocolo mais comum e com maior implantação foi o OPC DA. O motivo para tal reside no facto de este ter sido um dos primeiros protocolos – senão o primeiro – não ligado a um fabricante concreto que, com cada pedido de leitura/escrita de uma tag, contribuía com informação adicional sobre este. Como todos os restantes protocolos de comunicação, mostrava o nome de uma tag e o seu valor, bem como o Timestamp e Quality. O Timestamp de uma tag indicava e indica o momento exato em que o servidor advertiu que houve modificações. A última informação adicional à tag, a Quality, indica se o valor obtido é válido ou se houve algum erro nas comunicações.

Tanto o OPC DA, também chamado de OPC Clássico, como as restantes especificações, tiveram a sua utilidade concreta. No entanto, com o passar dos anos, os protocolos industriais tiveram de cumprir mais requisitos para poderem adaptar-se aos novos contextos. Para cobrir estas necessidades, a OPC Foundation projetou um novo padrão chamado OPC Unified Architecture (UA).

O OPC UA incorpora grandes mudanças e melhorias funcionais em relação a outras versões, desde assuntos relacionados com a segurança, novos modelos de dados para agrupar tags e otimizar as comunicações ou facilitar a sua configuração, entre outras. Todas estas novas possibilidades permitiram gerar e trocar mais dados de forma mais fiável e segura. Graças a isto, atualmente, as plataformas de supervisão e gestão são capazes de obter muitíssimos mais dados dos processos do que há alguns anos atrás. Tal é o seu uso e utilidade que muitas vezes os OPC UA Servers utilizam-se como tradutores de qualquer tipo de fonte de dados (Modbus, Siemens, Omron, OPC DA Servers, etc.) para o OPC UA para poder trocar informação entre campo e sistemas de forma segura e fiável.

Se deseja conhecer melhor as vantagens concretas de utilizar o OPC UA em vez do OPC DA, convido-o a ler a nossa publicação “5 vantagens do OPC UA em relação ao OPC DA”.